Cedagro e Suzano engajados no desenvolvimento rural contínuo com as comunidades

 

 

O Cedagro, em conjunto com a Suzano desenvolve desde 2013 o Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT) com o objetivo de participar no processo de desenvolvimento social, ambiental e econômico de famílias e associações, por meio do diálogo com as comunidades, fortalecendo suas organizações e redes, tendo como premissa os princípios agroecológicos.

 

O público assistido pelo PDRT são comunidades rurais vizinhas das atividades florestais da Suzano. Podem participar desse programa produtores familiares proprietários ou não, arrendatários, parceiros, assentados e trabalhadores rurais, organizados em associações rurais e comunitárias.

 

As famílias que não possuem área própria a Suzano disponibilizou terra em áreas de recuo, antes ocupadas por eucalipto, através de um contrato de comodato de 10 anos – média de 1 hectare/família.

 

O papel do Cedagro no processo é o de desenvolver as atividades de promoção, capacitação técnica e gerencial, por meio de seus consultores afim de integrar o público alvo as atividades do PDRT, objetivando a inserção das comunidades na cadeia de valor da Suzano, atraindo e buscando outras parcerias do setor público e privado.

 

O Programa consiste no acompanhamento técnico e gerencial (assistência técnica e extensão rural) em comunidades na área de abrangência da regional Aracruz/ES, visando produção agrícola, comercialização e gestão/organização de comunidades rurais e urbanas.

 

As ações do programa são sempre fruto de um processo de Diagnóstico Rural Participativo, e da construção coletiva de um Plano de Ação, na qual são definidos o papel de cada um (comunidade, assistência técnica - Cedagro e Suzano) e as responsabilidades, com metas e os prazos de execução em um horizonte de 5 anos e atualizado anualmente.

 

A construção do Plano de Transição Agroecológica - PTA busca o fortalecimento da base de recursos da propriedade, objetivando sua autonomia. Pensa a propriedade como um todo, focando sempre em ações de médio a longo a prazo, levando em cosideração alguns quesitos que são de grande importância para o sucesso do planejamento, tais como:

 

- Análise de viabilidade técnica (análise do clima, época de plantio; Irrigado ou não irrigado, entre outros);

 

- Minimização do risco de produção (culturas mais rústicas, policultivos, diversificação, rotação de culturas, etc.);

 

- Produtividade e rentabilidade (custo de produção);

 

- Análise dos canais de comercialização;

 

- Utilização adequada da água e do ambiente rural.


Todo o processo é balizado para maximizar a utilização de recursos internos da propriedade e o uso de tecnologias pouco agressivas ao meio ambiente, isto é, usando os princípios agroecológicos.

 

Os resultados do programa já são evidentes com destaque na melhoria da qualidade do relacionamento com as comunidades e redução da vulnerabilidade socioeconômica por meio da produção, diversificação e de estratégias de acesso ao mercado. Já se pode ver o protagonismo das comunidades em seu processo de desenvolvimento com qualificação gerencial e técnica para seus associados, buscando autonomia das comunidades em relação as oportunidades identificadas no âmbito dos setores público e privado.

 

Abaixo a comparação de alguns fatores monitorados desde a implantação do programa.

 

 

 

 

 

Vejam os destaques dos principais avanços ocorridos no PDRT:

 

- Melhoria na regularização social, fiscal e contábil, permitindo o acesso as políticas públicas de cunho participativo, estruturante e de comercialização;

 

- Melhoria no nível de organização dos produtores rurais e protagonismo do processo de desenvolvimento, inclusive com a criação de uma Cooperativa de Agricultores Familiares (CAF Aracruz), em 2019;

 

- Melhoria na Infraestrutura de produção e comercialização, a exemplo da construção de farinheiras e indústrias de polpa, entre outros, diversificando assim a renda;

 

- Abertura de novos canais de comercialização e entrada no mercado institucional (PAA) com maior valorização dos produtos e aumento do número de associações que participam do PNAE;

 

- Aumento na diversificação das atividades agrícolas e uso do policultivo. Antes tinha basicamente café e aipim, atualmente em 2019, além desses produtos, que representam respectivamente 44% e 3% em relação a renda das famílias; tem-se também frutas e polpa com 22% da renda, eucalipto (5%), leite e queijo (5%), hortaliças diversas ( 4%), caranguejo, siri e mariscos ( 3%), galinha (carne e ovos) – 3%, pimenta do reino (2%) , entre outras atividades como mel, feijão, milho, palmito pupunha, borracha, carne que representam 9%;

 

- Aumento no uso de práticas sustentáveis e agroecológicas, destacando-se a formação de dois grupos de OCS (Organização de Controle Social) para certificação orgânica;

 

- Aumento na produção de alimentos tendo produzido 1.713.929 kg em 2019 numa área de 485 ha;

 

- Aumento de 133% da renda agrícola em 5 anos, tendo no ano de 2019 o valor médio de R$ 32.568,38/família rural.

 

 

   

 

 

 

 

 
   

 

   
   

 

 

 

   
   

 

Dentre as perspectivas para as próximas ações do programa podemos destacar:

 

- Aproveitar a experiência dos agricultores para ampliar o desenvolvimento de tecnologias produtivas de baixo impacto ambiental;

 

- Aumentar a capacidade de investir e desenvolver as cadeias produtivas inclusivas, estimulando o trabalho em rede entre as associações e os empreendimentos da agricultura familiar local;

 

- Aumentar a renda média per capita das famílias diretamente atendidas pelo Programa.

 

As potencialidades e desafios são grandes e o aprendizado também, dentre esses podemos destacar

 

Potencialidades: aptidão dos agricultores para o trabalho no campo; valorização da assistência técnica por parte dos agricultores; associações organizadas do ponto de vista documental e protagonizando o processo de desenvolvimento; aumento do número de famílias interessadas no uso de técnicas de baixo impacto ambiental - agroecologia; comercialização em rede - transporte compartilhado entre as associações.

 

Desafios: desenvolver redes de cooperação; implantar a autogestão em 100% das associações; atrair o apoio de outros parceiros; ampliar o uso de técnicas de baixo impacto ambiental; melhorar a capacidade de armazenamento de água e manejo da irrigação e recuperar nascentes nas propriedades apoiadas pelo programa (escassez de água na região); melhorar o controle pelo produtor dos custos de produção e da comercialização.

 

 

 
         
_____________________________________________________________________________________________________________________________________

 

 

Rua Marília Rezende Scarton Coutinho 160, Sala 01 | Enseada do Suá - Vitória/ES - CEP: 29050-410

(27) 3324 5986 / (27) 99830 9621 | cedagro@cedagro.org.br